sexta-feira, 20 de abril de 2012

A MALANDRAGEM E O "JEITINHO BRASILEIRO"

                                                                       

Segundo contexto histórico brasileiro, somos um povo, onde a mistura de raças, e crenças populares é evidente. Considerado povo alegre, determinado, que sobrevivem as dificuldades que surgiram ao longo de nossa história. Por esse jeito diferente de ser, somos julgados, e taxados de várias formas. O Brasil conhecido por todos é: carnaval, mulher seminua, País onde há impunidade, e sem segurança, Somos um país como outro, com leis, regras a serem aplicadas e cumpridas, que num largo tempo foi se aperfeiçoando.
            Quando falamos em gingado e “jeitinho” brasileiro, o que se imagina é, não cumprimento das leis, e até mesmo o País que tudo pode. Mas com todas essas diferenças sociais e culturais sobrevivemos de forma honrosa todas as dificuldades existentes em nosso meio. Entre tantas contradições existentes, somos obrigados a sobreviver de alguma maneira, contudo desenvolvemos  essas características que diferencia nosso povo dos demais.
            Além disso, o  Brasil subdivide entre classes sociais e relações sociais, diferente de outros países que de alguma maneira torna a vida de seu povo igualitária, tanto no trato social como no direito, onde as leis são para todos, sem distinção de raça, cor ou posição social. Qualquer que venha a infligir às  leis, são passivos de punição, respondendo por seus erros. No nosso Brasil isso não ocorre da mesma maneira, julgados pela maneira de vestir, formação, e até mesmo por ter ou não ter alguém influente em nossa família, onde as leis são usadas para explorar e submeter o cidadão ao desconforto, enquanto nos outros países as leis são iguais para todos, por exemplo: os Estados Unidos, onde leis são para manter a ordem.
            Com todas essas diferenças impostas ao povo brasileiro, somos obrigados de certa forma a aperfeiçoar nosso jeito e estilo de vida, por isso, somos interpretados e  julgados mal, pelo jeito e modo de resolvermos nossos problemas. Somos pacíficos e esse modo de ser brasileiro,  não afeta ninguém em especial.
            Temos direitos garantidos pela Constituinte Federal que não são cumpridos como: educação, saúde, lazer e liberdade de expressão, todavia esses direitos são burlados e muitas vezes beneficiam quem não precisa de fato. Considero um dos “jeitinhos” ou malandragem brasileira, se posso chamar assim, a educação Superior, o Governo não dando conta de garantir o que está na Constituinte, que é ensino superior a todos; criou o PROUNI, que nada mais é  um jeito típico brasileiro, ou seja, uma forma de remendar algo.
            Entretanto a  nação brasileira é conhecida pela sua docilidade, alegria contagiante, tentamos resolver todos os conflitos sem violência, temos gingado que nos diferencia de todos. Criamos nestes 500 anos uma cultura diferenciada que atrai a muitos, um povo diferente que no carnaval junta o profano e o sagrado, com a presença da mulher seminua, isso prova a todos que temos um alto grau de civilização, onde o homem diante da mulher seminua não ataca. Brasil! Terra de gente feliz, gente que ama e que de uma forma ou de outra, busca uma forma de prazer e bem estar, “jeitinho brasileiro” (DaMATTA, O QUE FAZ O BRASIL, BRASIL?).
           

Ana Lúcia Gonçalves de Freias
Estudante de Jornalismo
Faculdade Araguaia.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

SEGURANÇA OU INSEGURANÇA?

Segurança! Palavra bonita de ouvir, nos proporciona sensações de bem estar e contentamento, ficamos felizes ao ouvir pelos meios de comunicações a belíssima frase de que o país que moramos está mais seguro. Só que a nossa realidade é bem diferente do que dizem, no contexto geral somos sucumbidos pelo medo que nos consome todos os dias. O Brasil de norte a sul, de leste a oeste vive a mercê das bandidagens, todos os anos políticos passamos pelo mesmo constrangimento, os discursos não mudam, sempre os mesmo, até parecem que nos esquecemos das falsas promessas vividas ao longo dos tempos, chega a ser irônico: “minha prioridade no meu governo é a segurança, a saúde e educação”. Quem nunca ouviu estes discursos? Eles não querem ter o trabalho nem de mudar as falsas promessas. Como acreditar num país que os seus governantes vivem metidos em escândalos? Sei que não é fácil, e fica complicado seguir. Quem de nós nunca teve a sensação de que dessa vez não tem jeito, que o país não tem conserto, e que estamos largados a própria sorte? Ah! Como seria bom se cumprissem pelo menos um terço do que prometem, nosso país estaria em condições bem melhores. Nossos filhos estariam em boas escolas, à saúde pública seria diferente do que é hoje, e a segurança seria apenas reflexo da educação dos nossos filhos, adquiridos através das boas condições de ensino que eles seriam submetidos. Entretanto nossos governantes ainda se recusam a entender que: a educação de boa qualidade contribuirá para a queda da criminalidade, acho que é possível entender o porque: pois o conhecimentos nos levaria a pensar melhor, e assim saberíamos escolher quem nos representaria. Com esse conhecimento adquirido teremos mais chance de ter uma vida digna, e nossos filhos não estariam entregue a própria sorte. Com a falta de segurança somos obrigados a nos virar do nosso “jeitinho”: contratamos seguranças particulares, colocamos cercas elétricas nas nossas residências, e no final ficamos presos e os bandidos à solta. A solução é tão simples e nos parece tão distante, somos órfãos de governantes, temos a sensação de que ninguém luta a nosso favor. Apenas precisamos ser conduzidos com mais serenidade nessa vida, que pela lei da natureza já tem suas dificuldades. Contudo ao negar esses direitos a caminhada se torna mais difícil, somos conhecedores de que lutas e obstáculos existem e que a vida não é um mar de rosas, mas se esses direitos garantidos pela Constituição Federal fossem respeitados, tudo seria mais fácil e os fardos seriam mais leves. Por isso: Segurança já, sem nenhum rastro de insegurança. Ana Lúcia Gonçalves de Freitas 2º Período de Jornalismo – Faculdade Araguaia.

sábado, 7 de abril de 2012

BEATITUDE

Ontem , sonhei com você Estava despida como a lua , Fiquei extasiado ... Olhando Cada micro-centimetro Do teu corpo delicado . Os teus cabelos cheiravam O aroma das flores Da úmida mata virgem ... Dei algumas passos , e tremulo , Toquei no teu rosto lindo! Comecei acariciar e beijar Os teus lábios de açúcar cristalino . Senti o gozo da tua essência Dos teus seios belos e perfeitos Minhas mãos frenética Começaram viajar na tua pele delirante ... Fizemos amor sincronizado , Como a vida e o sonho, Sentimos beatitude do orgasmo A florir de nosso intimo ... Amaremos –nos pra sempre Pra sempre ! ... Com o calor dos nossos corpos Queimando no chão ... Carlos barros poema publicado 2002 no livro do NHEENGARE : ANTOLOGIA POETICA ITACOATIARENSE . 2002 – GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS . REDITADO EM 2011 NA ANTOLOGIA DO COMPAFAI

CARLOS AUGUSTO BARROS: BEATITUDE

CARLOS AUGUSTO BARROS: BEATITUDE: BEATITUDE Ontem , sonhei com você Estava despida como a lua , Fiquei extasiado ... Olhando Cada micro-centimetro Do teu corpo delicado...

SAÚDE PÚBLICA PEDE SOCORRO.

Brasileiros! Conhecidos por sua alegria contagiante, docilidade e com um toque suave de malandragem, capazes de suportar muitas desigualdades sociais e econômicas, sem ao menos se lamentar. Por esse “Jeitinho” tipicamente brasileiro estamos passando por uma massacrante realidade na saúde pública, todos os dias somos impactados com essa realidade que norteia esse problema. Notícias de caos na saúde são exibidas em todos os meios de comunicações, ficamos pasmos a olhar a situação que torna mais crítica a cada dia. Dessa vez estamos de pés e mãos atadas, vivendo entre a ordem e a desordem não sabemos a quem pedir socorro, pois a saúde pública concorre com os escândalos da política que surgem a todo momento. A saúde está no seu último suspiro, e ninguém está vendo que estamos na UTI. Precisamos fazer algo para mudar essa situação, acho que teremos que fazer igual ao Chapolim Colorado, “E agora quem poderá nos defender?”. Somos capazes de resolver muitas coisas, mas esse problema está nos deixando sem saída, mesmo com o nosso gingado e com nosso “jeitinho tipicamente brasileiro” não estamos conseguindo dançar conforme a música. O professor e autor Roberto da Mata fala que: “Temos o mais alto grau de civilização, pois somos capazes de conviver com a presença da mulher nua no carnaval e não atacamos”. Esse grau de civilização é muito alto mesmo, pois nos deixa estáticos aos problemas, e esquecemos dos nossos direitos constitucionais, que nos garante saúde de qualidade a todos ( Art.196 da Constituição Federal). O brasileiro é um povo especial, diferente e não merecem viver neste total descaso, somos humildes capazes de resolver tudo com docilidade, por todas essas qualidades merecemos o melhor, queremos que nossos governantes nos olhem com dignidade e respeito, pedimos que parem de brincar com nossas vidas, pois ela é o bem mais precioso que temos. Cada brasileiro que perde a sua vida, é um gingado a menos no nosso país, e isso nos deixa órfãos de beleza e encantos. Da Mata Roberto, O QUE FAZ O BRASIL, BRASIL? Rio de Janeiro 1984 Texto de: Ana Lúcia Gonçalves de Freitas 2º período de Jornalismo. Faculdade Araguaia

Músicas e suas Mensagens

Fala-se muito em música, o que muitas vez somos impostos a ouvir o que os meio midiáticos nos propõe através do mecanismo psicológico. A música popular nos proporciona estímulos que relacionados com a vivência diária produz um reconhecimento e aceitação, a estandardização padroniza a música popular influência o comportamento dos indivíduos através de repetições encontradas nas melodias. Vivemos em sociedades divididas socialmente e culturalmente, onde o contexto cultural dita o que é sucesso ou não. Para que aja essa estandardização eles se organizam com indústrias fonográficas poderosas, que são responsáveis pelo sucesso através da distribuição desses produtos. As produções musicais adquire seu próprio mecanismo de significado nesse sistema, com esse processo de estandardização, cria-se hábitos contínuos nos indivíduos, de reconhecer automaticamente esses estilos musicais popular massivo . Os hits e os ritmos é uma prova de que as músicas estão preocupadas em fazer com que os indivíduos repitam até se tornarem conhecidos. Para assim serem aceito e reconhecidos , o processo de reconhecimento e aceitação passa por vário trajetos : vaga recordação, identificação afetiva, alto-reflexão no ato de reconhecer e transferência psicológica da autoridade de reconhecimento. Entretanto podemos concluir que, a música com o passar do tempo perde o seu contexto cultural, passando apenas a ser um produto industrial e de alto lucro para as agências e produtores deste meio. Ao se fazer música apenas pensa-se nos quesitos que proporcionaram uma alta vendagem como: linguagem própria, repertório, conteúdos culturais que configuram letras e melodias, performance virtual e industria cultural. Assim, para ser famoso não se limita apenas em ser conhecido por todos, mas sim sobreviver de música. As letras muitas vezes ficam à desejar, pois, o que importa é a vendagem em alta escala, sem preocupar com benefícios ou malefícios que possam trazer aquela letra. Com tudo isso alguns estados estão reagindo a essa modalidades musicais, com intuito de proibir letras que venha denegrir a imagem da mulher, por exemplo: a Bahia aprovou um projeto de lei da deputada Luiza Maia do PT, com 43 votos a favor e 3 contras chamado “Lei ante baixaria”. Devemos está ligados a essa s novas modalidades musicais, não são os ritmos inovadores que estão diminuindo essa qualidade, e sim, as letras sem nenhum conhecimentos a acrescentar aos indivíduos. Texto de: Ana Lúcia Gonçalves de Freitas Estudante do 2º de Jornalismo Faculdade Araguaia.